Prof. Paulo da Silveira Chaves
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais e gestores de saúde de todo o Estado refletiram sobre os desafios e as perspectivas do SUS durante a VII Conferência Estadual de Saúde de Minas Gerais, que teve como tema “Todos usam o SUS! SUS na seguridade social, política pública, patrimônio do povo brasileiro”. O evento foi realizado de 8 a 11 de agosto p. p., em Belo Horizonte, na Serraria Souza Pinto. A conferência discutiu o acesso e acolhimento aos usuários, a política de saúde na seguridade social, a participação da comunidade e o controle social, além da gestão do SUS. Minas foi o primeiro estado a realizar sua Conferência Estadual. O Brasil está entre os onze países que possuem mais de cem milhões de habitantes e o único com um sistema Único de saúde para atender cento e noventa milhões de habitantes.
Eu, prof. Paulo da Silveira Chaves, em 2007, fui o coordenador geral da II Conferência Municipal de Saúde da cidade de Ceres (GO), participei da VI Conferência Estadual de Goiás, sendo eleito delegado para representar a Sociedade São Vicente de Paulo na XIII Conferência Nacional de Saúde, fato que para mim foi de vital importância quando deparei com problemas de saúde, e pude usufruir do que o país tem de melhor a nos oferecer, o SUS, Sistema Único de Saúde, invejado por vários outros países. Em 2011, participei da V Conferência Municipal de Aparecida - Goiânia (GO), onde a Associação Santa Luiza de Marillac arcou com minha despesa de viagem nos dias 30 de junho a 01 de julho. Dessa experiência pude colaborar com a III Conferência Municipal de Saúde do município de Rio Pomba em 14 de julho de 2011, onde fui eleito delegado para representar o segmento usuário da Associação Santa Luiza de Marillac e da Pastoral da Criança na VII Conferência Estadual de Saúde de Minas Gerais.
Em Belo Horizonte, das quase cinco mil propostas enviadas pelos municípios mineiros, quinhentos e cinquenta e três foram consolidadas, sendo quatrocentos e setenta e sete na esfera municipal e setenta e seis na esfera federal. Todas essas propostas foram analisadas e avaliadas pela plenária onde poderia ser aprovada, suprimida ou alterada pelos delegados devidamente constituídos pelos respectivos segmentos. Os delegados poderiam elaborar moções (novas propostas) para serem avaliadas, aprovadas ou rejeitadas pela plenária. Foram constituídas vinte e oito moções, que para serem levadas para a plenária deveriam ter obrigatoriamente no mínimo cinquenta assinaturas. Dessas, quatro foram rejeitadas e eu, Prof. Paulo da Silveira Chaves, além dos destaques feitos nas propostas e todos aceitos pela plenária, contribui com 12,5% das moções em todo o estado de Minas Gerais. Sem falsa modéstia tive a felicidade de apresentar as propostas com as três melhores aceitações e obviamente assinaturas da plenária. A proposta que obteve maior aceitação foi a de que o trabalhador da saúde seja concursado, efetivado no cargo, tendo qualificação, capacitação e progressão funcional. BASTA! A saúde pública não pode ser trampolim eleitoreiro.
As propostas de âmbito nacional não tiveram suas avaliações concluídas, e nos dias 15 e 16 de setembro os delegados eleitos para a XIV Conferência Nacional retornarão à capital mineira para a conclusão dos trabalhos. Na Conferência Estadual encerrada por volta das 2h da manhã do dia 11/08 com a eleição desses delegados para participar da Nacional fui eleito e irei representar o município de Rio Pomba, os usuários do SUS e, em especial, os idosos assistidos pela Associação Santa Luiza de Marillac e Pastoral da Criança, trabalhadores da saúde e outros.
Dentre as autoridades presentes, estava o Dr. Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, onde tive oportunidade de ter com ele uma conversa rápida e pedir-lhe que por amor, aumente o número de leitos nas UTIs dos hospitais públicos, para atender pacientes oncológicos e demais usuários do SUS.
PROF. PAULO DA SILVEIRA CHAVES - PASTORAL DA CRIANÇA E ASSOCIAÇÃO SANTA LUIZA DE MARILLAC