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Saúde
Postada por:  Redação,  em  07/11/2011 às 13h36
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Desconhecimento é o grande vilão da doação de órgãos
Sob o lema “Deixe sua marca, multiplique vidas”.

07/11/2011 às 13h36

Sob o lema “Deixe sua marca, multiplique vidas”, a Campanha Nacional de Doação de Órgãos, promovida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), pretende mobilizar todo o País para a importância de ser um doador e salvar pessoas, pois, embora o último levantamento divulgado, em março deste ano, apresente um novo recorde de doações de órgãos e crescimento sustentado de transplantes, de 14% em um ano, ainda é preciso conscientizar e sensibilizar um maior número de pessoas para a relevância deste gesto, já que o número de pacientes à espera de um transplante ainda é grande. 

“A doação é um ato de solidariedade e cidadania. Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, incluindo da própria família, e a informação é a melhor amiga da doação”, destaca Valter Duro Garcia, membro do Conselho Consultivo da ABTO. A falta de conhecimento e os mitos que cercam o tema são os grandes inimigos que impedem um melhor resultado das campanhas pelas doações e isso se revela em números. Segundo dados da entidade levantados junto às famílias dos pacientes, 52% delas ainda se recusam a doar um órgão do seu corpo, ainda que seja para um parente. As ações de mobilização são organizadas por coordenações estaduais de transplante, hospitais, clínicas e outras organizações relacionadas, que distribuem materiais informativos produzidos pela ABTO e promovem atividades educacionais, esportivas e culturais. A Associação escolheu o dia 27 de setembro para celebrar o Dia Nacional de Doação de Órgãos por ser o dia de São Cosme e São Damião, irmãos médicos que realizaram o primeiro transplante registrado pela história.


Queda de doações em SP

Balanço divulgado recentemente pela Secretaria de Estado da Saúde, baseado nos dados da Central de Transplantes, aponta uma queda de 5% no número de doadores de órgãos neste ano. Caiu, também, em 7,3%, o total de transplantes realizados no Estado, mas, mesmo assim, a taxa média de doadores paulistas por milhão de população é superior a países como Argentina, que tem uma quantidade semelhante de habitantes como São Paulo. Especialistas confiam na mudança deste quadro com a nova campanha “Deixe sua marca, multiplique vidas”, que começa hoje. O Brasil tem um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo, com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes autorizadas a realizar transplantes. O Sistema Nacional de Transplantes existe em 25 estados brasileiros, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes. Para ser doador não é preciso fazer nenhum documento por escrito para comprovar sua vontade, basta conversar com a família e deixar bem claro o seu desejo. Conheça alguns detalhes importantes que podem ajudar em uma tomada de decisão favorável e benéfica a milhares de doentes que aguardam na fila de transplantes: 

 

Órgãos que podem ser doados em vida

. Um dos rins;

. Parte do fígado (em torno de 70%);

. Parte do pulmão (apenas em situações excepcionais; e

. Medula óssea (quando compatível é feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue).


Para ser doador em vida é necessário

. Ser cidadão juridicamente capaz: 

  - Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;

  - Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;

   - Ter vontade de doar um órgão que seja duplo, como o rim, e este não impeça o organismo do doador continuar funcionando; ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante; e

   - Ser parente de até quarto grau ou cônjuge do receptor. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Órgãos que podem ser doados após comprovação de morte encefálica

. Córneas  - retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias;

. Coração – retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por, no máximo, seis horas;

. Pulmões – retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por, no máximo, seis horas;

. Rins – retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até 48 horas;

. Fígado – retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas;

. Pâncreas – retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por, no máximo 24 horas;

. Ossos – retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos;

Outros órgãos que podem ser doados: Intestino; Cartilagem; Tendão; Veias; Pele; e Válvulas Cardíacas.

Quem não pode doar

. Pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;

. Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivo para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contraindicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;

. Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas; e

. Pessoas com tumores malignos – com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero – e doenças degenerativas crônicas.

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