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Cartas Brasilienses
Postada por:  Roberto Nogueira,  em  12/09/2011 às 07h27
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A Academia de Letras e os Homens de Expressão
Bela festa no Clube dos 30. Ternos e vestidos saíram do armário para comemorar o Dia Internacional do Homem, promoção da Academia de Letras. São eventos dessa natureza que diferenciam Rio Pomba. Discursei em nome de todos, com orgulho e instinto provocativo. Quem se interessar pelo texto completo, solicite-o por email. Leiam as ideias sínteses do pronunciamento.

12/09/2011 às 07h27

Bela festa no Clube dos 30. Ternos e vestidos saíram do armário para comemorar o Dia Internacional do Homem, promoção da Academia de Letras. São eventos dessa natureza que diferenciam Rio Pomba. Discursei em nome de todos, com orgulho e instinto provocativo. Quem se interessar pelo texto completo, solicite-o por email. Leiam as ideias sínteses do pronunciamento.

O homem em seu contexto

Qual é a nossa síntese? Meros seres humanos do sexo masculino, animais bípedes da ordem dos primatas, pertencente à subespécie Homo Sapiens.  

O homem é o lobo do homem (Thomaz Hobbes), o predador de si mesmo. Único ser vivo que individualmente mata por maldade, futilidade, profissão e prazer.

O homem avança tecnologicamente, mas ao dissociar esse desenvolvimento do espírito, valorizando o material e corporal, decompõe relações sociais e familiares, infelicita, deseduca, aprisiona e torna o homem menos humano. Cada vez mais solitário. Cada vez menos solidário. E todos nós sabemos que sozinhos nada somos.

Perguntas inconvenientes para reflexões necessárias dos homens de expressão

 

O que temos feito para a felicidade do nosso microcosmo familiar? Que exemplos transmitimos aos nossos filhos e netos? Que cidadãos e cidadãs estamos entregando ao mundo?

 

O que temos feito para a felicidade de nossos vizinhos de rua, de condomínio, de prédio? Toleramos suas diferenças? Dedicamos algum tempo à convivência fora do nosso lar, ou apenas vivemos sem conviver?

 

O que temos feito pela nossa comunidade? Votamos com consciência? Cumprimos nossas obrigações, ou só exigimos os nossos direitos? Temos sido civilizados no trânsito? Usamos celular em ambientes públicos, dentro de Igreja, cinema ou teatro? Falamos alto? Respeitamos a lei do silêncio? Estacionamos em vagas restritas e em locais proibidos?

 

O que temos feitos pelo nosso País, pelos pobres, pela saúde, pela educação das crianças, pelos idosos desamparados e pela tragédia da cocaína, do crack, da pedofilia e da corrupção?

 

Não podemos ser homens apenas porque assim está na certidão de nascimento. O que nos define e distingue são atos e omissões. Afinal, somos o que a sociedade pensa que somos?

 

O efeito do tempo no homem

 

O tempo nos concede a oportunidade de sermos nós mesmos, mergulhar em nosso interior, sair de nossas aparentes grandezas e encontrar a nossa real dimensão humana. Deixemos para os jovens arroubos de pretensão, vaidade, impaciência, intolerância. Eles ainda irão envelhecer.

 

Aos familiares dos “encantados”

 

Não morremos, ficamos encantados (Guimarães Rosa). Saúdo a todos os familiares dos homenageados que se encantaram. Peço permissão para destacar a presença dos descendentes de Mário Magalhães. 41 anos após sua morte aqui estão alguns de seus filhos e filhas, netos e bisnetos. Geração a geração transmitem e perpetuam valores e sentimentos. Lição de amor a Rio Pomba.

 

Recado final aos homens de expressão

 

Victor Hugo, poema do século 19, verso final: “O homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu”.

 

Não nos conformemos em permanecer onde termina a terra; nós, homens, devemos aspirar o céu.

 






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