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Crônicas do Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  12/09/2011 às 07h19
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Rio Pomba ainda é assim
Amigos, eu sei que não tinha nada que me meter em detalhes

12/09/2011 às 07h19

Amigos, eu sei que não tinha nada que me meter em detalhes do Baile da Academia (vou chamar assim, porque achei mais charmoso, inclusive as maiúsculas), justamente porque nesse pedaço literário o nosso O IMPARCIAL conta com dois craques (aqui, quase que eu coloquei um craque e uma craca, já que com esse negócio de se usar a presidente ou a presidenta, “apelido” que ela própria pediu fosse usado em referência a ela, o escritor ou o escrevedor fica ressabiado sobre o que vai falar, visto que ainda não estou vendo ninguém, incluindo aí essa oposição que, por sinal, não soube desde 2003 e não sabe até agora qual recurso eficaz usar contra o governo; ainda não estou vendo ninguém, nem a Rede Globo, com coragem para enfrentar a Dilma...)... (mais uma reticência, apenas para dar fôlego ao leitor e voltar aos craques). Mas eu dizia que nós temos a Carmen Lúcia, agora (agora, sim), como presidente ou presidenta (valha-me Deus!) da Academia Rio-Pombense de Ciências, Letras e Artes, mas fazendo questão de se acompanhar da competente e incansável Eunice Maria de Oliveira, que, justiça se lhe faça, sabe tudo de festa. Como diretora do nosso O IMPARCIAL, Carmen Lúcia é craque na coluna social (craque ou craca?), junto com o nosso Naico, o todo poderoso cronista social, o que entende das coisas melhor do que nós, mortais, o craque que sabe tão bem diferençar de que ou de quem a conviva ou o “convivo” está vestido (a) (sem ironia, viu?). Agora eu estou assim: nunca sei diferençar gêneros. Conviva é pra macho e pra fêmea desde que eu me entendo por gente. E quando a pessoa dizia “os brasileiros”, já estava mais do que lógico que as mulheres e as crianças estavam incluídos (aqui é incluídas? Tá).

                Mas tudo começou com José Ribamar, que não gostou do nome e resolveu chamar-se José Sarney, pois dava mais votos. E foi por causa de achar que ganharia mais votos das mulheres que ele, durante seu governo como presidente, num boletim que fazia pela manhã no rádio, começava rigorosamente assim: “Brasileiros e Brasileiras!” Foi ele. Foi ele que começou essa bobajada toda. E agora eu fico aí às voltas sem saber se chamo a Carmen Lúcia de craque ou de craca, mas o meu bom dicionário Houaiss diz que “craca” significa não sei o que lá marítimo. Nada a ver, portanto. Pobre “língua brasileira”! Que desastre linguístico o Sarney foi arranjar!...

                Mas foi uma festa reconfortante, mais um reencontro de pessoas saudosas, abraços os mais gostosos... Que coisa fantástica é o nosso passado!... E ainda tem gente que menospreza tudo que é passado... Ora, ora, tanto tempo que eu não vejo o Carlinho Nunes (Dr. Carlos para os mais exigentes), embora ele, como o conheço, é capaz de gostar bem mais do Carlinho. Fez um pequeno discurso, como deve ser hoje em dia, que me pareceu mais uma declaração de amor à sua terra que, eu sei, ele ama com tanta vontade.

Nosso prefeito, Dr. Fernando Macedo e a Primeira Dama, Cici, eram uma alegria

completa. Afinal, o governo dele está cheio de projetos para já, inclusive a abertura de uma rua passando pela antiga C.F.C.L., cuzando a Avenida Dr. José Neves e encontrando lá embaixo a rua do Ginásio, além — essa é a melhor — da canalização do Córrego Independência, obra que já há quase 250 anos estamos esperando. Mas não será só aqui, o Brasil inteiro vai cuidar da sua rede de esgotos agora. Parabéns ao prefeito. Mas isso é assunto pra outra ora.

                A família Marini Vieira estava quase completa, incluindo-se, claro, o meu amigo Roberto Nogueira com a sua bela Maria Angela (Rainha do Bi-centenário. Quem esqueceu?). Roberto Nogueira é, talvez, o Cara Número Um, aquele que não pode faltar a qualquer culto da Pombensidade, eis que ele, por seus feitos, acabou fazendo de Rio Pomba a sua própria terra, sua própria morada, seu próprio berço. Ele adotou Rio Pomba como muito poucos já o fizeram. No baile, ele e Maria Angela se esbaldaram, deram asas às suas reais e justas alegrias que conquistaram na vida. Só quem está em sua própria casa tem este real prazer.

                O Paulo Roberto Marini Vieira (talvez vocês não saibam, mas eu já ajudei Paulo Roberto a distribuir o velho O IMPARCIAL pelas casas da cidade, casa por casa, e, como pagamento, ele me deixava dar uma volta em sua bicicleta. Uma voltinha só. E era tanto prazer que só uma voltinha pagava tudo. Que mundo: nós e os preços dos nossos prazeres... Não é interessante? Ah, ele me lembrou uma coisa importante: quando ele tinha 16 anos já escrevia, tinha uma coluna dele no nosso jornal falando sobre esportes. Isso, com 16 anos (filho de peixe)! Precisamos, então, ver com o Antonio Carlos (Tiola) e saber quem é, de fato, o decano. Todavia, apenas desfrutando dos momentos alegres do baile, Paulo Roberto e sua esposa, Ana Lúcia, também pareciam ver no baile uma espécie de reprise de suas vidas alguns anos atrás. E é curioso: por alguns momentos ali, nós retornamos ao passado (parece ontem), tiramos as amarras e ressurgimos jovens de novo, invadidos por aquela misteriosa e inconfessável vontade de nos encantar e ficarmos eternos... Ah, se soubéssemos aproveitar os momentos!...

                Por outro lado, parecia até uma coisa ensaiada, e não foi, claro, aquela verdadeira consagração às “meninas” do Sô Mário Magalhães e D. Luíza. O Clube inteiro aplaudiu e reverenciou a presença delas, dos irmãos Mário Augusto e o Carlos Alberto, este, meu colega de classe no Ginásio, um boa-praça, extremamente bom... E todos eles, muito educados e gentis, já nem precisavam mais demonstrar nada, podendo ser até símbolo ou sinônimo do que signifique a palavra “Pombensidade”.

                Minha vontade era falar de todo mundo que vi no Clube dos Trinta, mas eu vou deixar com quem, de fato, sabe fazer crônica social. E vamos aguardar o Baile da Pombensidade. Vem logo aí, em três de setembro. Bem pensado: desta vez, junto aos homenageados estarão muitos jovens. É a renovação, são as gerações em marcha, é a juventude empunhando a bandeira da Pombensidade, ou seja, a bandeira do amor incondicional a Rio Pomba. 






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