Amigos, eu sei que não tinha nada que me meter em detalhes do Baile da Academia (vou chamar assim, porque achei mais charmoso, inclusive as maiúsculas), justamente porque nesse pedaço literário o nosso O IMPARCIAL conta com dois craques (aqui, quase que eu coloquei um craque e uma craca, já que com esse negócio de se usar a presidente ou a presidenta, “apelido” que ela própria pediu fosse usado em referência a ela, o escritor ou o escrevedor fica ressabiado sobre o que vai falar, visto que ainda não estou vendo ninguém, incluindo aí essa oposição que, por sinal, não soube desde 2003 e não sabe até agora qual recurso eficaz usar contra o governo; ainda não estou vendo ninguém, nem a Rede Globo, com coragem para enfrentar a Dilma...)... (mais uma reticência, apenas para dar fôlego ao leitor e voltar aos craques). Mas eu dizia que nós temos a Carmen Lúcia, agora (agora, sim), como presidente ou presidenta (valha-me Deus!) da Academia Rio-Pombense de Ciências, Letras e Artes, mas fazendo questão de se acompanhar da competente e incansável Eunice Maria de Oliveira, que, justiça se lhe faça, sabe tudo de festa. Como diretora do nosso O IMPARCIAL, Carmen Lúcia é craque na coluna social (craque ou craca?), junto com o nosso Naico, o todo poderoso cronista social, o que entende das coisas melhor do que nós, mortais, o craque que sabe tão bem diferençar de que ou de quem a conviva ou o “convivo” está vestido (a) (sem ironia, viu?). Agora eu estou assim: nunca sei diferençar gêneros. Conviva é pra macho e pra fêmea desde que eu me entendo por gente. E quando a pessoa dizia “os brasileiros”, já estava mais do que lógico que as mulheres e as crianças estavam incluídos (aqui é incluídas? Tá).
Mas tudo começou com José Ribamar, que não gostou do nome e resolveu chamar-se José Sarney, pois dava mais votos. E foi por causa de achar que ganharia mais votos das mulheres que ele, durante seu governo como presidente, num boletim que fazia pela manhã no rádio, começava rigorosamente assim: “Brasileiros e Brasileiras!” Foi ele. Foi ele que começou essa bobajada toda. E agora eu fico aí às voltas sem saber se chamo a Carmen Lúcia de craque ou de craca, mas o meu bom dicionário Houaiss diz que “craca” significa não sei o que lá marítimo. Nada a ver, portanto. Pobre “língua brasileira”! Que desastre linguístico o Sarney foi arranjar!...
Mas foi uma festa reconfortante, mais um reencontro de pessoas saudosas, abraços os mais gostosos... Que coisa fantástica é o nosso passado!... E ainda tem gente que menospreza tudo que é passado... Ora, ora, tanto tempo que eu não vejo o Carlinho Nunes (Dr. Carlos para os mais exigentes), embora ele, como o conheço, é capaz de gostar bem mais do Carlinho. Fez um pequeno discurso, como deve ser hoje em dia, que me pareceu mais uma declaração de amor à sua terra que, eu sei, ele ama com tanta vontade.
Nosso prefeito, Dr. Fernando Macedo e a Primeira Dama, Cici, eram uma alegria
completa. Afinal, o governo dele está cheio de projetos para já, inclusive a abertura de uma rua passando pela antiga C.F.C.L., cuzando a Avenida Dr. José Neves e encontrando lá embaixo a rua do Ginásio, além — essa é a melhor — da canalização do Córrego Independência, obra que já há quase 250 anos estamos esperando. Mas não será só aqui, o Brasil inteiro vai cuidar da sua rede de esgotos agora. Parabéns ao prefeito. Mas isso é assunto pra outra ora.
A família Marini Vieira estava quase completa, incluindo-se, claro, o meu amigo Roberto Nogueira com a sua bela Maria Angela (Rainha do Bi-centenário. Quem esqueceu?). Roberto Nogueira é, talvez, o Cara Número Um, aquele que não pode faltar a qualquer culto da Pombensidade, eis que ele, por seus feitos, acabou fazendo de Rio Pomba a sua própria terra, sua própria morada, seu próprio berço. Ele adotou Rio Pomba como muito poucos já o fizeram. No baile, ele e Maria Angela se esbaldaram, deram asas às suas reais e justas alegrias que conquistaram na vida. Só quem está em sua própria casa tem este real prazer.
O Paulo Roberto Marini Vieira (talvez vocês não saibam, mas eu já ajudei Paulo Roberto a distribuir o velho O IMPARCIAL pelas casas da cidade, casa por casa, e, como pagamento, ele me deixava dar uma volta em sua bicicleta. Uma voltinha só. E era tanto prazer que só uma voltinha pagava tudo. Que mundo: nós e os preços dos nossos prazeres... Não é interessante? Ah, ele me lembrou uma coisa importante: quando ele tinha 16 anos já escrevia, tinha uma coluna dele no nosso jornal falando sobre esportes. Isso, com 16 anos (filho de peixe)! Precisamos, então, ver com o Antonio Carlos (Tiola) e saber quem é, de fato, o decano. Todavia, apenas desfrutando dos momentos alegres do baile, Paulo Roberto e sua esposa, Ana Lúcia, também pareciam ver no baile uma espécie de reprise de suas vidas alguns anos atrás. E é curioso: por alguns momentos ali, nós retornamos ao passado (parece ontem), tiramos as amarras e ressurgimos jovens de novo, invadidos por aquela misteriosa e inconfessável vontade de nos encantar e ficarmos eternos... Ah, se soubéssemos aproveitar os momentos!...
Por outro lado, parecia até uma coisa ensaiada, e não foi, claro, aquela verdadeira consagração às “meninas” do Sô Mário Magalhães e D. Luíza. O Clube inteiro aplaudiu e reverenciou a presença delas, dos irmãos Mário Augusto e o Carlos Alberto, este, meu colega de classe no Ginásio, um boa-praça, extremamente bom... E todos eles, muito educados e gentis, já nem precisavam mais demonstrar nada, podendo ser até símbolo ou sinônimo do que signifique a palavra “Pombensidade”.
Minha vontade era falar de todo mundo que vi no Clube dos Trinta, mas eu vou deixar com quem, de fato, sabe fazer crônica social. E vamos aguardar o Baile da Pombensidade. Vem logo aí, em três de setembro. Bem pensado: desta vez, junto aos homenageados estarão muitos jovens. É a renovação, são as gerações em marcha, é a juventude empunhando a bandeira da Pombensidade, ou seja, a bandeira do amor incondicional a Rio Pomba.