ATO GENEROSO
Meus caros leitores, na edição do dia 29 de maio a 5 de junho de 2011 do nosso querido jornal o generoso Santão, cronista maior dos fatos e acontecimentos da cidade, bem como de seus personagens, fez referências elogiosas ao nosso trabalho como antigo colaborador de O IMPARCIAL.
Efetivamente, meu caro Santão, foi no distante ano de 1958 que publicamos o primeiro artigo no jornal, em que fazíamos a defesa e até mesmo a apologia das ideias nacionalistas, as quais estavam em plena efervescência na época, com a forte participação de estudantes, entre os quais os de segundo grau, dos quais fazíamos parte. Na ocasião, defendíamos o monopólio estatal do petróleo, tendo à frente a Petrobras, empresa que iniciava suas atividades, sob ameaças de ação destrutiva e deletéria das 4 irmãs: as poderosas Esso, Shell, Texaco e Gulf.
Portanto, há precisamente 53 anos escrevemos para o jornal e no ano de 1961, precisamente no mês de março, foi publicada, pela primeira vez, a nossa coluna “Conversa ao Pé do Fogo”, com o propósito firme de, em primeiro lugar, fiscalizar a administração municipal, além de passar em revista os acontecimentos administrativos e políticos estaduais e nacionais. A coluna, por conseguinte, tem 50 anos de vida.
Felizmente, a coluna foi um sucesso e inovou em muitos aspectos, especialmente na combativa crítica aos maus administradores municipais. Foi bem recebida pelos leitores e pelo público, de um modo geral, com as exceções de praxe. E tanto isto é verdade que em inúmeras oportunidades, em visita ou de férias na cidade, as pessoas nos cumprimentavam e nos chamavam de “pé do fogo”.
Dessa forma, dos atuais colaboradores, somos o decano (o mais antigo) e nos orgulhamos muito pela modesta colaboração, com o apoio e o prestígio da direção do jornal, desde o saudoso e inequecível José de Assis Vieira, até os dias atuais, com a guerreira Carmen Lúcia.
Sem falsa modéstia, se algum mérito tivemos, este foi o de ajudar a cidade a se desenvolver em todos os sentidos, notadamente nas áreas administrativa, educacional e cultural, despertando-a para brigar pelos direitos de seus cidadãos e de sua comunidade. No tocante às homenagens sugeridas, meu caro Santão, somos suspeitos para opinar.
ITAMAR FRANCO
A melhor e mais justa homenagem que devemos prestar ao ex-presidente Itamar Franco, será a de realçar suas qualidades morais, intransigente com a corrupção e com os desmandos tão comuns na atualidade, como os escândalos recentes do Ministério dos Transportes, comandado pelo Ministro Alfredo Nascimento, do PR, isto sem falarmos em outro escândalo, o do Ministro Antonio Paloci, do PT.
Na verdade, assumindo o cargo de presidente da república depois do impeachment de Fernando Collor, sofreu as consequências de se situar em um momento histórico, o qual teve como marca registrada a incerteza e pela transição.
É certo, contudo, que foi sob seu governo que Fernando Henrique Cardoso implantou o Plano Real, responsável direto pelo controle da inflação, superando-a de vez, modelando um governo de austeridade republicana, achincalhado na era Collor.
Recentemente, na tribuna do senado, o senador Pedro Simon prestou significativa e justa homenagem ao ex-presidente, declarando que o falecido ex-presidente era avesso aos elogios fáceis e à bajulação inconsequente de auxiliares e colaboradores de seu governo, primando pela ética, não permitindo os gastos assombrosos com publicidade governamental, com exceção da institucional.
Em um país como o nosso, em que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula gastaram cerca de 3 bilhões de reais em escandalosas propagandas bajulatórias de seus governos, tais fatos dão uma ideia da justiça da homenagem ao ex-presidente.
Antonio Carlos