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Crônicas do Santão
Postada por:  Geraldo Santão,  em  06/08/2011 às 22h34
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Sem emoção, aí não dá
Em poucas palavras, este é o segredo de O IMPARCIAL estar aí há 115 anos! Não precisaria dizer mais nada.

06/08/2011 às 22h34

            Amigos, há poucos dias faleceu a mulher mais velha do Brasil, 114 anos, e se não me engano ela era de uma cidade aqui perto. Foi manchete de quase todos os outros jornais porque, afinal de contas, não é brincadeira a pessoa completar 114 anos de vida; na verdade ela venceu o dobro de dificuldades que as outras normais venceram, o que faz da sua vida um registro admiravelmente rico para a nossa região.

            Ainda agora, também na mesma região, o jornal O IMPARCIAL já chegou aos seus 115 anos de idade (fundado em 25 de Junho de 1896) e sem máculas, sem mancha de origem nem de percurso, fato que lhe empresta um caráter que enche de orgulho todos os filhos de Rio Pomba. Não há como não comparar: quantos aniversários, quanta luta, quantas notícias e quantos registros gloriosos da vida do nosso povo durante mais de um século! Pare aí um pouco, leitor amigo: você já pensou sobre o trabalho da família Marini-Assis-Vieira durante esses 115 anos? Somente a nossa última herdeira deste trono de sacrifício, Carmen Lúcia, já soma 43 anos de lutas ininterruptas (jornal não tem férias) sentada na cadeira de honra que, se é de grande valor cultural e importância social para toda a comunidade, não é menor em responsabilidade e em trabalho duro, eis que fazer um jornal ininterruptamente por tantos anos, e ainda, dar a este jornal a qualidade de um instrumento cultural de verdade, não é tarefa fácil; é muito mais: é heróica! Porque o nosso jornal, se quiserem medir-lhe o real valor, basta examiná-lo com olhos de quem sabe ler e, como aconteceu no último número, ver os seus colaboradores, a exemplo dos dois textos (de Roberto Nogueira e de Valéria Áureo) e constatar sem dúvida alguma de que são dois mestres na arte de escrever. Que belos textos!... Além do mais, temos sempre as matérias da Carmen Lúcia (Social), e ainda os editoriais, que são pilastras de sustentação dos acontecimentos sócio-empresariais-culturais,  dando ao leitor a ideia do caminho que segue a cidade pelo tempo afora.... Não se falando do veterano Naico, com seu estilo inimitável (que consegue transportar para a sua página toda a bondade (sua marca maior, para mim. Naico tem um coração invejável) e toda a sua capacidade de abordar qualquer tema e fazer dele uma página satírica, ao seu modo particularíssimo (como era Ibraim Sued), só não fazendo rir, se o caso for mesmo de chorar. Ele é danado.

            E quantos outros (Antonio Carlos dos Reis, Antonio Fábio... Eu vou me esquecer de muitos, claro, além dos que já partiram...), cada um à sua maneira, mas, o que eu quero particularizar é o seguinte: Quando e aonde, na redondeza, você irá encontrar um jornal como O IMPARCIAL, com peculiar densidade sentimental, aquela de conteúdo puro, jamais sentimentalóide, que sai fácil da lavra de seus escribas?  É um jornal vivo, emocionante, é a história sem retoques da vida de uma comunidade que está aqui por, no mínimo, 115 anos! É maravilhoso.

            Ora, onde você acha coisa igual? Temos — não é que não tenhamos — jornais e mais jornais feitos para determinados fins, como jornais informativos para empresas e prefeituras... Mas que emoção provocam esses jornais? Nenhuma. Por quê? Porque eles não têm raízes, só isso. Outros jornais — e os há — são feitos com a preocupação primeira de dar um lucrinho; logo, tem-se que encher o jornal de “retratinhos”, só figuras, figuras que não interessam a mais ninguém a não ser a quem pagou por elas. Jornal assim tem outra preocupação e, com certeza, não é a preocupação com a qualidade, e muito menos a de oferecer textos que possam trazer cultura, formação ou prazer ao leitor. Em poucas palavras, este é o segredo de O IMPARCIAL estar aí há 115 anos! Não precisaria dizer mais nada.

            Mas agora vem o melhor da história: como um bobo alegre que não vejo o tempo passando, lá vou eu mandando minhas crônicas para o jornal, mas não cuido do que aconteceu a elas. E nem poderia. Todo escritor é dono do seu texto até que o publique. Daí em diante, o leitor faz dele o que quiser: gosta, não gosta, adora, detesta... Ora, pois: Quando eu abro a internet um dia desses resolvi olhar o site do O IMPARCIAL. Meu Deus do céu: Não é que eu já tenho crônicas lá desde abril/2010... Não é nada, não é nada, já estão à disposição de vocês, rio-pombenses e não rio-pombenses, 19 crônicas, todas elas com ilustração do meu amigo Tiago Rodrimarti. É só procurar no site www.oimparcialriopomba.com.br as CRÔNICAS DO SANTÃO. E mais toda uma gama de atrações da nossa terrinha que, tanto vocês como eu sabemos, não dá para esquecer, ou seja, é o O IMPARCIAL on line inteirinho pra você. Está lá.

            Vocês, que são assinantes do O IMPARCIAL, às vezes ainda são como eu mesmo, que sei muito pouco de informática. Mas tem um recurso: minha netinha de sete anos sabe entrar e sair do computador e sabe mostrar onde está o site do O IMPARCIAL, sabe onde estão as crônicas do Santão... Nós, mais “usados”, até que podemos ter dificuldades, mas a meninada sabe tudo. Peça ao seu filho ou ao seu neto para abrir o computador e lhe mostrar o jornal O IMPARCIAL. Você não precisa ser assinante do jornal, qualquer pessoa pode ler o jornal no computador. É que a nossa diretoria já está se antecipando para o que fatalmente irá acontecer em breve: muitos jornais impressos em papel poderão ter um fim melancólico. É como o cinema. No nosso tempo, a gente enfrentava grandes filas para comprar bilhetes para assistir aos filmes no Cine Prolar ou Cine Brasil, muitos ainda se lembram. Hoje, o cinema vem dentro da nossa casa e se oferece, não para passar aquele filme programado para aquele dia, mas para passar qualquer filme que você quiser e na hora que você escolher. É isso. Mudou. Como muda tudo. É da vida. Eu e você também mudamos muito. Só que nem nos damos conta disso...

            Eu os convido, então, a pedir ao seu netinho para lhe mostrar onde está o nosso O IMPARCIAL na Internet. Tem gente no Canadá, que eu sei, na Inglaterra, na França... Todos já estão lendo o O IMPARCIAL na internet. Quer saber? Tudo muda. Só uma coisa não pode mudar: o ser humano não pode viver sem emoção. E ela está plantada na sua raiz. Se você nasceu em Rio Pomba, pode estar hoje onde estiver, mas o menino que você foi e é, meu caro amigo rio-pombense, este ainda está em Rio Pomba. Visite o site <www.oimparcialriopomba.com.br> e reveja onde e como tudo começou para você. Emocione-se. É lindo. 






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[ 1 ] comentário(s)

Nome: Tiago Rodrimarti   Cidade: Rio Pomba
Primeiramente gostaria de agradecer o comentário que me cabe, pois é um grande privilégio para um simples ilustrador ser chamado de amigo de uma grande escritor. A emoção do jornal O IMPARCIAL veem das suas origem e de seus colaboradores sem soma de dúvidas, e também não poderia deixar de falar da emoção que o nosso torrão natal tanto nos causa a cada dia, cidade que tanto exporta e conserva talentos de riquíssimas qualidade e competência. Santão, meus parabéns. Pois vc tb é parte desta história.
    Postado em: 08/08/11 22:18


 
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