Amigos,
há poucos dias faleceu a mulher mais velha do Brasil, 114 anos, e se não me
engano ela era de uma cidade aqui perto. Foi manchete de quase todos os outros
jornais porque, afinal de contas, não é brincadeira a pessoa completar 114 anos
de vida; na verdade ela venceu o dobro de dificuldades que as outras normais
venceram, o que faz da sua vida um registro admiravelmente rico para a nossa
região.
Ainda
agora, também na mesma região, o jornal O IMPARCIAL já chegou aos seus 115 anos
de idade (fundado em 25 de Junho de 1896) e sem máculas, sem mancha de origem
nem de percurso, fato que lhe empresta um caráter que enche de orgulho todos os
filhos de Rio Pomba. Não há como não comparar: quantos aniversários, quanta
luta, quantas notícias e quantos registros gloriosos da vida do nosso povo
durante mais de um século! Pare aí um pouco, leitor amigo: você já pensou sobre
o trabalho da família Marini-Assis-Vieira durante esses 115 anos? Somente a
nossa última herdeira deste trono de sacrifício, Carmen Lúcia, já soma 43 anos
de lutas ininterruptas (jornal não tem férias) sentada na cadeira de honra que,
se é de grande valor cultural e importância social para toda a comunidade, não
é menor em responsabilidade e em trabalho duro, eis que fazer um jornal
ininterruptamente por tantos anos, e ainda, dar a este jornal a qualidade de um
instrumento cultural de verdade, não é tarefa fácil; é muito mais: é heróica!
Porque o nosso jornal, se quiserem medir-lhe o real valor, basta examiná-lo com
olhos de quem sabe ler e, como aconteceu no último número, ver os seus
colaboradores, a exemplo dos dois textos (de Roberto Nogueira e de Valéria Áureo)
e constatar sem dúvida alguma de que são dois mestres na arte de escrever. Que
belos textos!... Além do mais, temos sempre as matérias da Carmen Lúcia
(Social), e ainda os editoriais, que são pilastras de sustentação dos
acontecimentos sócio-empresariais-culturais, dando ao leitor a ideia do caminho que segue a
cidade pelo tempo afora.... Não se falando do veterano Naico, com seu estilo
inimitável (que consegue transportar para a sua página toda a bondade (sua
marca maior, para mim. Naico tem um coração invejável) e toda a sua capacidade
de abordar qualquer tema e fazer dele uma página satírica, ao seu modo
particularíssimo (como era Ibraim Sued), só não fazendo rir, se o caso for
mesmo de chorar. Ele é danado.
E
quantos outros (Antonio Carlos dos Reis, Antonio Fábio... Eu vou me esquecer de
muitos, claro, além dos que já partiram...), cada um à sua maneira, mas, o que
eu quero particularizar é o seguinte: Quando e aonde, na redondeza, você irá
encontrar um jornal como O IMPARCIAL, com peculiar densidade sentimental,
aquela de conteúdo puro, jamais sentimentalóide, que sai fácil da lavra de seus
escribas? É um jornal vivo, emocionante,
é a história sem retoques da vida de uma comunidade que está aqui por, no
mínimo, 115 anos! É maravilhoso.
Ora,
onde você acha coisa igual? Temos — não é que não tenhamos — jornais e mais
jornais feitos para determinados fins, como jornais informativos para empresas
e prefeituras... Mas que emoção provocam esses jornais? Nenhuma. Por quê?
Porque eles não têm raízes, só isso. Outros jornais — e os há — são feitos com
a preocupação primeira de dar um lucrinho; logo, tem-se que encher o jornal de
“retratinhos”, só figuras, figuras que não interessam a mais ninguém a não ser a
quem pagou por elas. Jornal assim tem outra preocupação e, com certeza, não é a
preocupação com a qualidade, e muito menos a de oferecer textos que possam
trazer cultura, formação ou prazer ao leitor. Em poucas palavras, este é o
segredo de O IMPARCIAL estar aí há 115 anos! Não precisaria dizer mais nada.
Mas
agora vem o melhor da história: como um bobo alegre que não vejo o tempo
passando, lá vou eu mandando minhas crônicas para o jornal, mas não cuido do
que aconteceu a elas. E nem poderia. Todo escritor é dono do seu texto até que
o publique. Daí em diante, o leitor faz dele o que quiser: gosta, não gosta,
adora, detesta... Ora, pois: Quando eu abro a internet um dia desses resolvi
olhar o site do O IMPARCIAL. Meu Deus
do céu: Não é que eu já tenho crônicas lá desde abril/2010... Não é nada, não é
nada, já estão à disposição de vocês, rio-pombenses e não rio-pombenses, 19
crônicas, todas elas com ilustração do meu amigo Tiago Rodrimarti. É só
procurar no site www.oimparcialriopomba.com.br
as CRÔNICAS DO SANTÃO. E mais toda uma gama de atrações da nossa terrinha que,
tanto vocês como eu sabemos, não dá para esquecer, ou seja, é o O IMPARCIAL on
line inteirinho pra você. Está lá.
Vocês,
que são assinantes do O IMPARCIAL, às vezes ainda são como eu mesmo, que sei
muito pouco de informática. Mas tem um recurso: minha netinha de sete anos sabe
entrar e sair do computador e sabe mostrar onde está o site do O IMPARCIAL, sabe onde estão as crônicas do Santão... Nós,
mais “usados”, até que podemos ter dificuldades, mas a meninada sabe tudo. Peça
ao seu filho ou ao seu neto para abrir o computador e lhe mostrar o jornal O
IMPARCIAL. Você não precisa ser assinante do jornal, qualquer pessoa pode ler o
jornal no computador. É que a nossa diretoria já está se antecipando para o que
fatalmente irá acontecer em breve: muitos jornais impressos em papel poderão
ter um fim melancólico. É como o cinema. No nosso tempo, a gente enfrentava
grandes filas para comprar bilhetes para assistir aos filmes no Cine Prolar ou
Cine Brasil, muitos ainda se lembram. Hoje, o cinema vem dentro da nossa casa e
se oferece, não para passar aquele filme programado para aquele dia, mas para
passar qualquer filme que você quiser e na hora que você escolher. É isso.
Mudou. Como muda tudo. É da vida. Eu e você também mudamos muito. Só que nem
nos damos conta disso...
Eu
os convido, então, a pedir ao seu netinho para lhe mostrar onde está o nosso O IMPARCIAL
na Internet. Tem gente no Canadá, que eu sei, na Inglaterra, na França... Todos
já estão lendo o O IMPARCIAL na internet. Quer saber? Tudo muda. Só uma coisa
não pode mudar: o ser humano não pode viver sem emoção. E ela está plantada na
sua raiz. Se você nasceu em
Rio Pomba, pode estar hoje onde estiver, mas o menino que
você foi e é, meu caro amigo rio-pombense, este ainda está em Rio Pomba. Visite
o site
<www.oimparcialriopomba.com.br> e reveja onde e como tudo começou para
você. Emocione-se. É lindo.