Foi o multimilionário sueco Alfred Bernhard Nobel, que em 1895 inseriu em seu testamento a criação do hoje mundialmente famoso Prêmio Nobel. O prêmio confere prestígio e dinheiro para os que contribuem para o bem da humanidade. Além das áreas científicas de Química, Física, Fisiologia e Medicina, e da Literatura, Nobel quis premiar os campeões da Paz, apesar de ter adquirido seu status de milionário inventando, produzindo e vendendo dinamites.
O que o prezado Alfred Nobel não poderia imaginar é que em pleno séc. 21, o ganhador do prêmio Nobel da Paz seria o jovem e negro recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Não sei se por ser jovem, negro ou simplesmente por ser presidente dos EUA. Quando saiu a premiação procurei no Google (o que seria o mundo sem o Google) o que aquele jovem teria feito para merecer o nobilíssimo Nobel da Paz. A condição de negro, por si só, não justificaria. O negro Pelé, por exemplo, no auge da forma parava guerras para o povo vê-lo jogar (depois a guerra continuava) e nunca ganhou um Nobel por sua condição de cor. A condição de jovem também não me parece justificar uma indicação. Por acaso a condição de presidente dos EUA justificaria a premiação?
Como diria o Santão, liminarmente nenhum presidente dos EUA merece o Prêmio Nobel da Paz, simplesmente porque eles adoram uma guerra. A história revela que a eleição, a permanência no cargo e até a “retirada” do cargo (remenber JFK) de presidentes americanos guarda íntima relação com a indústria bélica, com as guerras reais e as falsas guerras. Portanto, é um mistério a razão de Obama merecer um Prêmio que um dia foi dado à Madre Teresa de Calcutá.
Mas o que o nosso multimilionário sueco Alfred Bernhard Nobel jamais poderia sonhar é que para comemorar o Nobel da Paz, Obama matou Osama Bin Laden. E ao matá-lo, o povo americano foi às ruas comemorar como se fosse um pós encontro entre “América e Pombense” dos tempos de glória. Meu cachorro Bob, com quem troco algumas ideias nos fins de semana, confidenciou-me ao pé do ouvido; “povinho bobo esses americanos”, antes de ordenar: “Por favor, me chame de Roberto, porque Bob é meio americanizado”.
Bobs e bobos à parte, a comemoração americana nas ruas é daqueles momentos mais degradantes e vis do gênero humano. Quando a vingança supera a barbárie original, o homem se torna menor que o mais irracional dos seres vivos.
Não é dado a ninguém – nem ao presidente dos EUA - o direito de rir e comemorar a morte de quem quer seja, ainda que seja o Osama.