As chuvas de março não deram trégua neste carnaval e foram a causa principal para a evasão do público nas ruas, apesar de Rio Pomba ter recebido grande fluxo de conterrâneos e visitantes, que lotaram os hotéis e domicílios de familiares. Aliás, na região e em diversas localidades do país as chuvas foram ainda mais prejudiciais, sendo Rio Pomba privilegiada pela cobertura da prefeitura nos festejos e por não ter registrado nenhum dano, calamidade e violência.
Contudo, os foliões não deixaram “a peteca cair” e cumpriram dentro de suas limitações a programação pré-estabelecida dos festejos.
A Av. Dr. José Neves - a “passarela do samba”- recebeu bela ornamentação idealizada por Gladstone Camilo, que se baseou em modelos pesquisados na internet. A estrutura de metal foi confeccionada por Lalado (leia-se Serralheria Rio Pomba) e os enfeites luminosos por Marcelino Gaudereto (Achei Digital).
O Bloco “Ases da Folia” que anualmente comanda o matinê infantil, este ano recebeu da prefeitura o suporte de um carro de som para ecoar para diversos pontos centrais seu contagiante repertório de marchinhas e sambas-ranchos do carnaval de outrora.
Como todos os anos, os blocos organizados fizeram a festa atrás do trio elétrico, comandado por JBP Promoções e Eventos, que reaproveitou o serviço de som do último evento e investiu no sistema amplificado de transmissão na avenida e no “som de linha” com dois veículos, propiciando mais ressonância e qualidade na propagação dos sambas-enredos.
Juntamente com a Belligoli Eventos assumiu a produção da festa no Parque de Exposições com espetaculares shows ao vivo, a partir das 23 horas, com serviços avançados de iluminação e som, liderados na sexta e sábado por Bruna Braga e banda e nas três últimas noites pela banda Alex Kioshy.
A “galera” mais jovem enfrentou a chuva torrencial nas ruas centrais e, mais tarde, desceu a ladeira para curtir o som mais pesado das bandas, não deixando de extravasar sua contagiante alegria com muita tranquilidade, recebendo elogios da Polícia Militar em seu relatório. Tudo aconteceu na mais perfeita segurança e ordem, com o mínimo de deslize de pessoas que ultrapassaram o limite do álcool, ocorrências normais contornadas pelos policiais, sob a orientação do comandante Leonardo Tagliate Jr., que se sentiu gratificado com o resultado eficaz de um carnaval sadio e sem violência.
Houve quem não aprovasse? Sim, houve insatisfações, que foram superadas pelos amantes do carnaval rio-pombense.
De acordo com o prefeito dr. Fernando Macedo, suas ações sobre a transferência dos shows para o Parque de Exposições foram norteadas pelos órgãos competentes, ou sejam, as polícias civil, militar e defesa civil, pelo fato da vulnerabilidade da praça que tem acesso às múltiplas vias, se houvesse alguma ocorrência grave. Além do mais, visou a preservação da praça e da liberação do trânsito. Complementou que a prefeitura teve a melhor das intenções em estabelecer critérios de regras e pontuações para as avaliações das agremiações, recebendo previamente um consenso de seus dirigentes, com o intuito de incentivar ainda mais suas exibições para dar maior colorido e expansão nos desfiles e resgatar o nosso carnaval de outrora.
Com o resultado de 1 décimo de diferença, o GRES Levanta Poeira seria o vencedor se não houvesse a penalidade de 5 pontos pelo seu atraso no desfile, ficando aí a lição para os seus figurantes terem mais pontualidade. Concluindo: O GRES Unidos do Rosário alcançou a pontuação de 38,6 contra o Levanta Poeira com 33,7 pontos. Participaram como jurados: Maria Aparecida (Silveirânia), no quesito Bateria; Marcos Lima Araújo (advogado), no Conjunto; Eunice Oliveira (Adereços e Fantasias); e Titito de Abreu (Samba-Enredo).
Tudo é festa, experiência, otimismo e sabedoria para o enriquecimento de nosso espírito. Todos nós foliões, dirigentes das agremiações e dos blocos, prefeitura e organizadores, temos nossa parcela positiva de colaboração para maior euforia e encantamento na folia de Momo.